ECUADOR’S 2026 BUDGET: A CHRONICLE OF ECONOMIC ILLUSION
Quito, Ecuador – The government of Ecuador has presented its 2026 national budget proposal, a colossal USD $46.255 billion plan that has sparked immediate skepticism from economists and opposition leaders alike. With projected revenues of only $30.121 billion, the resulting $16 billion gap has raised serious questions about fiscal realism and sustainability.
Economist Jaime Carrera, executive secretary of the Fiscal Policy Observatory, has criticized the budget for including what he calls “invented, poorly supported income.” Much of the expected revenue depends on asset sales and oil monetizations that never materialized in 2025, yet they are once again listed as major sources of income. Carrera warns that this reliance on hypothetical funds paints “an unsustainable and misleading picture of Ecuador’s public finances.”
The budget also projects a 3.2% inflation rate in a fully dollarized economy—an indicator that many see as a troubling sign of deteriorating purchasing power. “It means that Ecuadorians will earn the same but buy less,” said Carrera. The impact of inflation, coupled with stagnant wages, signals a tightening squeeze for middle- and lower-income families.
On the spending side, former Finance Minister Mauricio Pozo expressed frustration at what he termed the government’s “unwillingness to shrink the state.” Despite plans to separate 5,000 public employees, the wage bill remains fixed at $10 billion—identical to last year. Pozo argues that such rigidity “undermines any promise of fiscal discipline” and leaves little room for productive investment.
Perhaps the most glaring discrepancy lies in the financing projections. The budget counts on $7.4 billion in external loans from the International Monetary Fund (IMF) and other sources. However, the IMF’s confirmed disbursement for 2026 is only $2.15 billion—less than a third of the stated figure.
Critics have also raised alarms about the sharp reduction in funds allocated for prison maintenance and the Armed Forces—areas already struggling with crisis and insecurity. As the National Assembly debates the proposal, analysts are calling for realism, transparency, and structural reform.
For now, Ecuador’s 2026 budget stands as a cautionary document: an ambitious plan built on optimistic projections and fiscal illusions that could deepen the country’s economic fragility if left uncorrected.
PRESUPUESTO 2026 DE ECUADOR: UNA CRÓNICA DE ILUSIÓN ECONÓMICA
El Gobierno de Ecuador ha presentado su presupuesto nacional para 2026, un monumental plan de USD $46.255 millones que ha generado escepticismo inmediato entre los analistas económicos, quienes lo consideran alejado de la realidad fiscal. Con ingresos proyectados en $30.121 millones, la propuesta ha sido calificada de “irreal” e “irresponsable”, reflejando —según los expertos— una peligrosa tendencia a priorizar el optimismo político sobre la prudencia económica.
El punto más cuestionado es la credibilidad de las proyecciones de ingresos. El analista Jaime Carrera advierte que gran parte de los recursos esperados provienen de “ingresos inventados o mal sustentados”, como la venta de activos estatales y la monetización del petróleo, fondos que ya fracasaron en concretarse durante 2025. Estas expectativas, advierte, constituyen “ingresos fantasmas” que podrían profundizar el déficit fiscal y deteriorar la confianza del mercado.
Otro foco de preocupación es la inflación prevista del 3,2% en una economía dolarizada. Para los economistas, este nivel implica una pérdida real del poder adquisitivo y un deterioro del salario, afectando directamente a los hogares ecuatorianos que enfrentan un aumento sostenido del costo de vida.
Pese a los anuncios de austeridad, el gasto público se mantiene elevado. El presupuesto asigna USD $10.000 millones para salarios del sector público, la misma cifra del año anterior, incluso después de la desvinculación de 5.000 funcionarios. El exministro Mauricio Pozo calificó este estancamiento como prueba de un Estado “sobredimensionado e ineficiente”, donde la disciplina fiscal sigue siendo una promesa incumplida.
El mayor contraste surge en el financiamiento externo: el documento proyecta $7.400 millones provenientes del Fondo Monetario Internacional (FMI), cuando en realidad solo existen $2.150 millones confirmados. Esta brecha, según los expertos, revela un “financiamiento ficticio” que amenaza con desestabilizar las cuentas públicas.
En suma, el presupuesto 2026 de Ecuador se asemeja más a una obra de ficción política que a un plan económico sólido. La Asamblea deberá ahora discernir entre la ambición y la aritmética, procurando que las políticas respondan a la realidad, no a la ilusión. La reducción de fondos para prisiones y Fuerzas Armadas solo acentúa la preocupación por la fragilidad del panorama nacional.
ORÇAMENTO DE 2026 DO EQUADOR: UMA CRÔNICA DE ILUSÃO ECONÔMICA
O governo do Equador apresentou seu orçamento nacional para 2026 — um plano monumental de USD $46,255 bilhões — que rapidamente despertou ceticismo entre os analistas econômicos. O projeto, baseado em receitas estimadas de $30,121 bilhões, foi amplamente criticado como “irrealista” e “irresponsável”, refletindo uma perigosa desconexão entre política e realidade fiscal.
O principal ponto de preocupação está nas projeções de receita. O economista Jaime Carrera alerta que boa parte dos recursos previstos provém de “ingressos inventados ou mal fundamentados”, como a venda de ativos estatais e a monetização do petróleo — fontes que já não se concretizaram em 2025. Segundo ele, trata-se de “receitas fantasmas” que podem ampliar o déficit fiscal e comprometer a credibilidade internacional do país.
A previsão de inflação de 3,2% em uma economia dolarizada também gera alarme. Esse aumento afeta o poder de compra e reduz os salários reais, agravando o custo de vida das famílias equatorianas que já enfrentam pressões econômicas constantes.
Apesar dos discursos oficiais de austeridade, os gastos públicos permanecem elevados. O orçamento destina USD $10 bilhões para salários do setor público — exatamente o mesmo valor do ano anterior — mesmo após o desligamento de 5.000 servidores. O ex-ministro Mauricio Pozo classificou essa estagnação como prova de um Estado “inchado e ineficiente”, incapaz de adotar reformas estruturais genuínas.
Outro ponto controverso é o financiamento externo. O orçamento prevê a entrada de $7,4 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI), embora apenas $2,15 bilhões estejam efetivamente assegurados. A diferença é vista como “financiamento fictício”, colocando em dúvida a sustentabilidade das contas públicas e a viabilidade das metas fiscais.
Em resumo, o orçamento de 2026 do Equador se assemelha mais a um manifesto político do que a um plano econômico realista. O desafio agora recai sobre os legisladores, que precisam distinguir entre otimismo e aritmética, garantindo que o país não repita erros do passado. A redução de recursos destinados às prisões e às Forças Armadas apenas reforça a percepção de fragilidade e risco na execução fiscal do próximo ano.