DOS SEXOS O MENOS: LA CORTE SUPREMA PERMITE A TRUMP IMPONER MARCADOR “M” O “F” EN PASAPORTES Y BLOQUEAR OPCIÓN NO BINARIA
La Corte Suprema de Estados Unidos marcó un nuevo capítulo en la política de identidad de género del país. Con mayoría conservadora, el tribunal autorizó al gobierno del presidente Donald Trump a aplicar una política que elimina la opción de marcador de sexo “X” en los pasaportes, restringiendo las alternativas a únicamente “M” (masculino) o “F” (femenino).
La medida suspende temporalmente una decisión judicial previa que había permitido a las personas transgénero y no binarias elegir la categoría que reflejara su identidad de género. Con el nuevo fallo, la administración podrá implementar su política mientras continúa el proceso legal.
El cambio surge de una orden ejecutiva firmada por Trump en enero, la cual redefine el reconocimiento del sexo en documentos oficiales como “una clasificación biológica determinada al nacer”. En otras palabras, el gobierno federal solo reconocerá dos sexos y no permitirá modificaciones basadas en identidad de género o autoidentificación.
Para la comunidad LGBTQ+, la decisión representa un retroceso significativo. El pasaporte, documento esencial para viajar, trabajar o estudiar en el extranjero, deja de reflejar la identidad real de miles de personas. Organizaciones de derechos humanos han calificado la medida como “una violación del derecho a la identidad y la dignidad humana”. La ACLU (American Civil Liberties Union) y otras entidades legales han presentado recursos ante tribunales federales, argumentando que la restricción discrimina y niega protección igualitaria bajo la ley. Para muchos, el marcador “X” no era solo un símbolo burocrático, sino un reconocimiento oficial de su existencia.
Desde la Casa Blanca, los defensores de la política sostienen que los documentos deben reflejar datos “precisos y verificables” según los registros de nacimiento. La administración afirma que su objetivo es “mantener coherencia legal y administrativa”, pero los críticos ven en esta postura una imposición ideológica. El impacto humano es inmediato. Personas trans y no binarias enfrentan ahora obstáculos para viajar, renovar documentos o incluso registrarse en programas federales. Además, el fallo plantea complicaciones internacionales, ya que más de una docena de países reconocen legalmente la opción “X” en pasaportes.
Este episodio se suma a otras decisiones del gobierno de Trump que han restringido derechos de personas transgénero, como su exclusión del ejército y la eliminación de protecciones médicas bajo leyes federales de salud. Mientras el debate legal continúa, activistas y comunidades afectadas prometen seguir luchando por el derecho a la identidad. “Esto no se trata de un marcador en un pasaporte”, expresó un manifestante en Washington. “Se trata de ser vistos, de existir plenamente en los ojos del Estado.”
La disputa por una letra —“X”— se ha convertido en un símbolo mayor: el de la lucha entre dos visiones del país. Una que defiende la diversidad y la autonomía personal, y otra que busca restaurar una definición rígida y binaria de lo que significa ser humano.
TWO SEXES OR NONE: SUPREME COURT ALLOWS TRUMP TO LIMIT PASSPORTS TO “M” OR “F” ONLY
The U.S. Supreme Court has delivered a major blow to gender inclusivity. In a 6–3 decision, the Court’s conservative majority allowed the administration of President Donald Trump to enforce a policy eliminating the “X” gender marker from U.S. passports — restricting them to “M” (male) or “F” (female).
The decision temporarily blocks an earlier ruling that required the State Department to allow transgender and nonbinary individuals to choose a gender marker that matched their identity. Now, while the legal fight continues, the administration can move forward with its two-sex policy.
Trump’s directive, signed in January, defines sex as a “biological classification determined at birth,” stating that all federal documentation must align with one of two recognized categories: male or female. The policy eliminates recognition of gender identity as a legal factor.
For the LGBTQ+ community, this represents a dramatic rollback of rights. The passport — a vital identity document for international travel, employment, and education — will no longer reflect the identities of thousands of Americans. Civil-rights organizations call it “a state-sanctioned erasure of lived identity.”
Groups like the ACLU argue that this restriction violates constitutional guarantees of equality and due process. “Denying the ‘X’ marker doesn’t just inconvenience people,” one advocate said, “it invalidates their existence.”
From the administration’s perspective, officials claim the rule enforces “accuracy” and “biological integrity” in official records. However, critics argue that it enforces ideology under the guise of administration. The consequences extend far beyond paperwork. Trans and nonbinary travelers face barriers to crossing borders, potential harassment in immigration checks, and difficulties obtaining visas. The policy also places the U.S. at odds with more than a dozen nations that officially recognize a third-gender marker in their passports.
This decision follows a broader pattern of restrictive measures from the Trump government targeting transgender rights — including bans on military service and rollbacks of healthcare protections.
Human rights activists warn that this move may have ripple effects on other areas of law, from education to employment. “It’s an attack on recognition,” one advocacy leader said. “If the government refuses to see us, society follows.”
The fight, however, is far from over. Multiple legal challenges remain pending, and advocates vow to appeal to federal courts and international human-rights bodies.
For many, the “X” marker symbolized something deeper than administrative flexibility — it was a promise of visibility, dignity, and belonging. Its removal has transformed a bureaucratic change into a moral battleground over identity, autonomy, and equality. The question now is not just what appears on a passport, but what kind of nation the United States chooses to be: one that recognizes diversity, or one that seeks to define humanity within rigid borders of birth.
DOIS SEXOS OU NENHUM: A SUPREMA CORTE PERMITE QUE TRUMP RESTRINJA PASSAPORTES A “M” OU “F”
A Suprema Corte dos Estados Unidos tomou uma decisão histórica — e controversa. Com maioria conservadora, o tribunal permitiu que o governo do presidente Donald Trump implemente uma política que remove a opção de marcador “X” em passaportes, limitando as escolhas a “M” (masculino) ou “F” (feminino). A decisão suspende uma liminar anterior que garantia às pessoas trans e não binárias o direito de escolher o marcador de gênero que refletisse sua identidade. Agora, enquanto o caso segue nos tribunais, o governo poderá aplicar a medida.
A política foi formalizada por meio de uma ordem executiva assinada por Trump, que define o sexo como “classificação biológica determinada no nascimento”. Assim, todos os documentos federais passam a reconhecer apenas dois sexos. Para a comunidade LGBTQ+, trata-se de um retrocesso sem precedentes. O passaporte, documento essencial para viagens e trabalho, deixa de refletir a identidade de milhares de cidadãos. Organizações de direitos civis classificam a decisão como “uma negação institucional da identidade humana”. A ACLU e outras entidades jurídicas argumentam que a política viola o princípio da igualdade garantido pela Constituição. “O marcador ‘X’ representava o reconhecimento oficial de quem somos”, afirmou uma das advogadas envolvidas.
O governo, por outro lado, defende que os documentos oficiais devem conter informações “biologicamente precisas”. Críticos consideram essa justificativa uma tentativa de legitimar ideologias excludentes sob o disfarce da objetividade. As consequências práticas são vastas. Pessoas trans e não binárias enfrentarão dificuldades em viajar, obter vistos ou renovar documentos. Além disso, a medida distancia os EUA de mais de uma dezena de países que já reconhecem legalmente o marcador “X” em passaportes. O movimento é parte de uma série de políticas da administração Trump que restringem direitos trans, incluindo proibições militares e limitações em cuidados de saúde.
Apesar da decisão, organizações e ativistas prometem continuar a luta. Várias ações judiciais estão em andamento e apelos internacionais devem ser apresentados em defesa da autodeterminação de gênero.
O marcador “X” era mais que uma letra — era um símbolo de reconhecimento e dignidade. Sua eliminação transformou uma questão administrativa em um embate moral sobre liberdade, igualdade e humanidade. Agora, a grande questão que paira sobre o país é: os Estados Unidos continuarão a ser uma nação que reconhece a diversidade de suas pessoas ou se fecharão dentro das fronteiras fixas de uma biologia imposta?