Miles de inmigrantes en vilo ante el fin de las extensiones automáticas de permisos de trabajo en EEUU: recomiendan solicitar la renovación del EAD con al menos 180 días de anticipación
El Departamento de Seguridad Nacional (DHS) y el Servicio de Ciudadanía e Inmigración de Estados Unidos (USCIS) anunciaron esta semana el fin de las extensiones automáticas de los permisos de trabajo para inmigrantes (EAD, por sus siglas en inglés), una regla que cambiará radicalmente la vida de cientos de miles de trabajadores migrantes y sus empleadores a partir del 30 de octubre de 2025.
Según la nueva normativa, cualquier extranjero que solicite la renovación de su permiso de trabajo después de esa fecha ya no podrá seguir trabajando de forma automática mientras USCIS procesa su solicitud. A partir de ahora, el permiso EAD debe estar aprobado y vigente para trabajar legalmente. Quedan exentas algunas categorías, como titulares de Estatus de Protección Temporal (TPS) o por disposición expresa del Federal Register, pero la mayoría de los trabajadores bajo programas humanitarios o en trámite de residencia quedarán desprotegidos en caso de demoras.
Hasta hoy, miles de inmigrantes se beneficiaban de la extensión automática —un beneficio ampliado en 2023 y 2025 hasta 540 días— para evitar quedarse sin trabajo por los retrasos del sistema. Las autoridades alegan que la nueva regla prioriza la seguridad nacional y la revisión exhaustiva de antecedentes. “USCIS enfatiza una evaluación rigurosa antes de renovar las autorizaciones para proteger la economía y los ciudadanos estadounidenses. Trabajar aquí es un privilegio, no un derecho”, subrayó el director Joseph Edlow. Abogados y asociaciones de empleadores alertan que la eliminación de las extensiones automáticas puede generar interrupciones laborales masivas, ya que empresas deberán suspender a empleados cuyo EAD expire antes de obtener la renovación. Se calcula que la medida afecta directamente a solicitantes de asilo, DACA, cónyuges de ciertas visas, estudiantes y víctimas de violencia, entre otros grupos con procesos migratorios en curso.
USCIS recomienda presentar la solicitud de renovación con, al menos, 180 días de anticipación al vencimiento del permiso para evitar periodos sin autorización laboral. Advierten que aplicar demasiado tarde podría provocar pérdida del empleo, interrupción de sueldos y afectaciones a negocios que dependen de estos trabajadores. La agencia aclaró que quienes ya recibieron extensiones automáticas antes del 30 de octubre mantienen su vigencia. Críticos, como la Asociación Americana de Abogados de Inmigración (AILA), denuncian que la regla es un retroceso y que “daña a la economía nacional y a las empresas que dependen de talento extranjero”. El debate sigue abierto mientras comunidades migrantes y empleadores se preparan para lo que podría ser una de las medidas más disruptivas en la política migratoria reciente.
End of Automatic Work Permit Extensions in the US: Immigrants Urged to File EAD Renewals at Least 180 Days in Advance
This week, the Department of Homeland Security (DHS) and U.S. Citizenship and Immigration Services (USCIS) announced the end of automatic extensions for immigrant work permits (Employment Authorization Documents, or EADs), a rule set to profoundly affect hundreds of thousands of migrant workers and their employers starting October 30, 2025.
Under the new rule, any immigrant filing for EAD renewal after that date will no longer be able to keep working automatically while their application is pending. EAD approvals must now be granted and valid for employment to continue. Certain categories, such as Temporary Protected Status (TPS) holders or those covered by Federal Register notices, are exempt, but most applicants under humanitarian programs or residency processes will be at risk if there are delays.
Until now, thousands of immigrants benefited from the automatic extension—lengthened in 2023 and 2025 up to 540 days—to avoid job loss due to processing backlogs. Authorities argue the new rule prioritizes national security and thorough background checks. “USCIS is placing renewed emphasis on rigorous screening before extending authorizations to protect the economy and American citizens. Employment in the U.S. is a privilege, not a right,” said Director Joseph Edlow. Lawyers and business groups warn that scrapping automatic extensions could spark mass workplace disruptions, as companies will have to suspend employees whose EADs expire before renewal approval. The measure especially impacts asylum seekers, DACA recipients, student workers, and victims of violence, among others with pending immigration procedures.
USCIS recommends that renewal applications now be submitted at least 180 days before the work permit expiration to minimize gaps in work authorization. Applying late may lead to job and income loss, as well as business interruptions for employers reliant on foreign workers. The agency clarified that existing auto-extensions granted before October 30 remain valid. Critics, including the American Immigration Lawyers Association (AILA), call the rule a step backward that “hurts the national economy and businesses dependent on foreign talent.” The debate continues as immigrant communities and employers brace for what may be one of the most disruptive immigration policy changes in years.
Fim das extensões automáticas de permissões de trabalho nos EUA: imigrantes devem solicitar renovação do EAD com pelo menos 180 dias de antecedência
O Departamento de Segurança Interna (DHS) e o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) anunciaram o fim das extensões automáticas das permissões de trabalho para imigrantes (EAD) a partir de 30 de outubro de 2025, medida que pode afetar centenas de milhares de trabalhadores estrangeiros no país.
Pela nova regra, quem pedir renovação do EAD depois dessa data não poderá mais continuar trabalhando automaticamente enquanto o processo estiver pendente—será preciso aguardar o novo documento para retomar atividades. Ficam isentos certos beneficiários, como titulares do Status de Proteção Temporária (TPS) ou categorias previstas no Federal Register; a maioria dos solicitantes de asilo, DACA, vistos humanitários e residência perde esse respaldo se houver atrasos nos processos.
Até agora, milhares de imigrantes evitavam ficar sem emprego graças à extensão automática—ampliada para até 540 dias em 2023/2025 devido à lentidão do sistema. As autoridades justificam a mudança como reforço à segurança nacional e à checagem detalhada de antecedentes. “O USCIS renova ênfase em análise rigorosa antes das renovações, para proteger a economia e os cidadãos americanos. Trabalhar aqui é privilégio, não direito”, afirmou Joseph Edlow, diretor da agência. Advogados e entidades empresariais alertam que o fim da extensão automática pode causar suspensões em massa de trabalhadores, obrigando empregadores a afastar quem estiver com EAD vencido. O maior impacto será em grupos vulneráveis: asilados, jovens do DACA, estudantes e vítimas de violência, entre outros em processo migratório.
O USCIS recomenda protocolar a renovação pelo menos 180 dias antes do vencimento do EAD para evitar interrupções no trabalho. Solicitações tardias podem levar à perda do emprego e causar prejuízos a empresas dependentes da mão de obra estrangeira. Renovações já estendidas antes de 30 de outubro permanecem válidas. Críticos, como a Associação Americana de Advogados de Imigração (AILA), veem a mudança como retrocesso que prejudica a economia e o setor empresarial americano. O debate segue à medida que famílias imigrantes e empregadores se preparam para as consequências de uma das regras mais duras em anos recentes.