YOU DON’T DRAFT A CONSTITUTION WITH THE UNPREPARED
The proposal that any Ecuadorian citizen aged 18 or older could be eligible to draft a new Magna Carta without any requirement of training, experience, or suitability raises serious questions about the democratic quality we intend. A constitution is no ordinary text: it defines the state’s framework, structures public powers, and establishes fundamental rights.
Allowing someone whose only credentials are age and political rights to draft such a document amounts to embracing improvisation. Entering this terrain is dangerously risky: norms that will shape social, political, and economic life cannot be treated as institutional experiments.
This is not a task reserved solely for experts, yet it demands participants with commitment, experience in public deliberation, understanding of institutions, social sensitivity, and the ability to negotiate diverse interests in a plural society. When this function is reduced to a mere citizen right without safeguards, we risk undermining institutional strength and opening the door to texts driven more by populist impulses than by lasting consensus.
The timing is critical: as the country considers establishing a constituent assembly and evaluates who and how it might be composed, the question of profile quality arises. In other words, being of age is not enough to warrant a seat in the chamber responsible for the constitutional future. Successful constitutional processes often rely on members who combine active citizenship, plural representation, dialogue capacity, and long-term vision.
Therefore, those who participate must be ready to face public scrutiny, critical debate, and contrasting viewpoints—aware that the constitution limits what the government may do and what citizens can demand. This commitment must be more than a momentary impulse. Drafting a constitution from a stance of improvisation carries enormous costs: institutional crises, weakened legal order, normative confusion, and political instability.
This moment is a turning point: the country has the opportunity to advance toward a new constitution that reflects deep social aspirations or to let improvisation drive the process, resulting in fractures, disagreements, and greater tension. Drafting a constitution is not about decorating an assembly with isolated opinions; it is about constructing the framework on which future coexistence will rest.
Thus, the call is clear: if a constituent body is to be convened, it must be done with adequate safeguards, transparent and inclusive deliberation processes, and participants capable of institutional responsibility. What is at stake is not merely a text, but the nation’s direction, identity, and democratic stability.
NO SE REDACTA UNA CONSTITUCIÓN CON LOS IMPROVISADOS
La propuesta de que cualquier ciudadano ecuatoriano mayor de 18 años pueda ser elegible para redactar una nueva Carta Magna, sin exigencia alguna de formación, experiencia o idoneidad, plantea serias dudas sobre la calidad democrática que deseamos alcanzar. Una constitución no es un texto cualquiera: define la estructura del Estado, organiza los poderes públicos y establece los derechos fundamentales.
Permitir que una persona cuya única credencial sea la edad y el derecho político redacte semejante documento equivale a abrazar la improvisación. Entrar en este terreno resulta peligrosamente arriesgado: las normas que darán forma a la vida social, política y económica no pueden tratarse como experimentos institucionales.
No se trata de reservar esta tarea solo a expertos, pero sí de exigir participantes con compromiso, experiencia en la deliberación pública, comprensión de las instituciones, sensibilidad social y capacidad para negociar intereses diversos en una sociedad plural. Cuando esta función se reduce a un mero derecho ciudadano sin salvaguardas, se debilita la solidez institucional y se abre la puerta a textos guiados más por impulsos populistas que por consensos duraderos.
El momento es decisivo: mientras el país analiza la posibilidad de convocar una asamblea constituyente y evalúa quiénes y cómo podrían integrarla, surge la pregunta sobre el perfil de quienes deben asumir semejante responsabilidad. En otras palabras: alcanzar la mayoría de edad no basta para ocupar un escaño en el órgano encargado del futuro constitucional. Los procesos constituyentes exitosos suelen apoyarse en miembros que conjugan ciudadanía activa, representación plural, capacidad de diálogo y visión de largo plazo.
Por ello, quienes participen deben estar preparados para enfrentar el escrutinio público, el debate crítico y los puntos de vista opuestos, conscientes de que la constitución define los límites del poder y las obligaciones del Estado hacia la sociedad. Este compromiso no puede ser un impulso momentáneo. Redactar una constitución desde la improvisación acarrea altos costos: crisis institucionales, debilitamiento del orden jurídico, confusión normativa e inestabilidad política.
El país está ante una encrucijada: puede avanzar hacia una constitución que refleje sus aspiraciones profundas o dejar que la improvisación guíe el proceso, generando fracturas y tensiones. Redactar una constitución no consiste en adornar una asamblea con opiniones aisladas, sino en construir el marco que sostendrá la convivencia futura.
El llamado es claro: si se convoca un cuerpo constituyente, debe hacerse con garantías, transparencia, inclusión y responsabilidad institucional. Lo que está en juego no es solo un texto, sino el rumbo, la identidad y la estabilidad democrática de la nación.
NÃO SE REDIGE UMA CONSTITUIÇÃO COM OS DESPREPARADOS
A proposta de que qualquer cidadão equatoriano com 18 anos ou mais possa ser escolhido para redigir uma nova Carta Magna, sem qualquer exigência de formação, experiência ou aptidão, levanta sérias dúvidas sobre a qualidade democrática que desejamos. Uma constituição não é um texto comum: ela define a estrutura do Estado, organiza os poderes públicos e estabelece direitos fundamentais.
Permitir que alguém cuja única credencial seja a idade e o direito político redija tal documento é aceitar a improvisação. Entrar nesse terreno é perigosamente arriscado: normas que moldarão a vida social, política e econômica não podem ser tratadas como experiências institucionais.
Não se trata de reservar essa tarefa apenas a especialistas, mas sim de exigir participantes comprometidos, com experiência em deliberação pública, compreensão das instituições, sensibilidade social e capacidade de negociar interesses diversos em uma sociedade plural. Quando essa função é reduzida a um simples direito cidadão sem salvaguardas, corremos o risco de enfraquecer a institucionalidade e abrir espaço para textos movidos mais por impulsos populistas do que por consensos duradouros.
O momento é decisivo: à medida que o país considera estabelecer uma assembleia constituinte e avalia quem e como poderá compô-la, surge a questão da qualidade do perfil dos participantes. Em outras palavras: ser maior de idade não basta para ocupar um assento no órgão responsável pelo futuro constitucional. Processos constituintes bem-sucedidos geralmente contam com membros que combinam cidadania ativa, representação plural, capacidade de diálogo e visão de longo prazo.
Portanto, aqueles que participarem devem estar prontos para enfrentar o escrutínio público, o debate crítico e os pontos de vista divergentes — conscientes de que a constituição define tanto os limites do poder quanto os direitos dos cidadãos. Esse compromisso precisa ser mais do que um impulso passageiro. Redigir uma constituição de forma improvisada traz custos enormes: crises institucionais, enfraquecimento da ordem jurídica, confusão normativa e instabilidade política.
O país vive um ponto de inflexão: pode avançar para uma nova constituição que reflita aspirações profundas ou permitir que a improvisação conduza o processo, gerando divisões e tensões. Escrever uma constituição não é decorar uma assembleia com opiniões dispersas, mas construir a base da convivência futura.
A mensagem é clara: se uma assembleia constituinte for convocada, deve ser com garantias adequadas, processos transparentes e inclusivos, e participantes capazes de exercer responsabilidade institucional. O que está em jogo não é apenas um texto, mas o rumo, a identidade e a estabilidade democrática da nação.